Quando é hora de sair do MEI e virar Microempresa (ME)?

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O Microempreendedor Individual (MEI) foi criado como uma excelente porta de entrada para a formalização no Brasil. Ele oferece impostos baixos, pouca burocracia e uma transição suave para quem está testando o mercado. No entanto, o MEI foi desenhado para negócios pequenos e de subsistência.

Se o seu projeto é crescer, faturar mais e construir uma equipe, o MEI deixará de ser um aliado e se tornará uma barreira para o seu sucesso. Ignorar o momento certo de migrar para uma Microempresa (ME) pode custar caro — incluindo multas pesadas e impostos retroativos. Por isso, é preciso prestar atenção aos quatro sinais de que a sua empresa cresceu e precisa mudar de patamar.

O limite de faturamento ficou pequeno demais

Este é o critério mais objetivo. Atualmente, o limite de faturamento do MEI é de R$ 81 mil por ano (o que dá uma média de R$ 6.750 por mês). Se a sua empresa está prosperando e você percebe que vai ultrapassar esse valor, é hora de agir.

Se você estourar o limite em até 20%, pagará uma multa sobre o valor excedente. Mas, se estourar mais de 20%, sua empresa é desenquadrada retroativamente ao início do ano corrente, e você terá que pagar impostos como se fosse ME desde janeiro, com juros e correção. Como Microempresa, seu teto de faturamento salta para R$ 360 mil por ano, permitindo que você venda mais, feche contratos maiores e emita notas fiscais sem medo.

Você precisa contratar mais funcionários

O MEI é um modelo focado no profissional que trabalha sozinho. Por lei, você só pode ter um único funcionário recebendo o salário mínimo ou o piso da categoria. Se a sua demanda aumentou, se o volume de clientes exige mais braços para a operação ou se você já precisa de um segundo colaborador (mesmo que seja estagiário), o MEI não serve mais. Migrar para ME é o único caminho legal para registrar a equipe que vai fazer o seu negócio girar de verdade.

A sua atividade não é permitida no MEI

Muitos profissionais começam a empreender em áreas técnicas ou intelectuais e tentam “dar um jeito” de se encaixar no MEI usando atividades parecidas (os chamados CNAEs). Isso é um perigo fiscal imenso.

Profissões regulamentadas — como engenheiros, arquitetos, médicos, fonoaudiólogos, veterinários, advogados e desenvolvedores de software — não podem ser MEI. Atuar de forma irregular pode gerar punições dos conselhos de classe e da Receita Federal. Na Microempresa, praticamente todas as atividades de prestação de serviços são aceitas com total segurança jurídica.

Você quer fechar contratos com grandes empresas

Se o seu plano de negócio inclui vender para médias e grandes corporações, ou participar de licitações, o MEI pode ser um obstáculo. Muitas empresas de grande porte hesitam em contratar MEIs para evitar riscos de vínculo trabalhista ou simplesmente porque exigem certidões e uma estrutura societária que o MEI não possui. Passar para ME funciona como um selo de maturidade para o mercado.

Quando a transição de MEI para ME é feita com planejamento tributário estratégico, você entra no Simples Nacional pagando apenas o que é justo. No setor de serviços, por exemplo, por meio de mecanismos legais como o Fator R, é possível reduzir a sua alíquota inicial, protegendo o lucro do empreendedor enquanto o faturamento escala.

Não espere a Receita Federal pegar a sua empresa de surpresa para tomar uma atitude. Na KGD Online, cuidamos de todo o processo de migração de forma 100% digital, rápida e sem burocracia, garantindo que o seu CNPJ continue pagando o menor imposto possível dentro da lei.

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